Se uma das resoluções de ano novo que fez era perder peso, então este artigo é para si. O El Pais deixou algumas ideias de fatores que ajudam a engordar, ou pelo menos, comer mais, de acordo com vários estudos científicos. Alguns dificilmente poderão ser evitados, mas ainda assim vale a pena conhecer todos. Para facilitar fizemos uma organização temática dos principais fatores.

Relações familiares

Não convém evitar jantares de família, porque segundo um estudo publicado na Revista de Pediatria americana, partilhar as refeições com familiares pode ajudar a proteger da obesidade e do excesso de peso. E isto porque o estabelecimento de ligações emocionais familiares com quem se partilha a refeição faz com que se escolham alimentos mais saudáveis.

Mas convém ter também atenção ao excesso de peso dos familiares. E isto porque um irmão obeso duplica o risco de sofrer de obesidade, principalmente se for do mesmo sexo. A probabilidade é até maior do que ter um progenitor obeso, afirma o estudo foi feito por Markos Pachucki, faculdade de Medicina da Universidade de Harvard.

Hábitos quotidianos

Há uma série de maus hábitos que ajudam a desequilibrar um esforço na dieta. Não deve, por exemplo, comer ao som de música clássica – um estudo da Universidade de Leicester y Surrey Roehampton, em Inglaterra, apurou que a música clássica incentiva a vontade de comer.

O trabalho por turnos também não ajuda. Isto porque quando se trabalha em ritmo de turnos no período da noite, o ciclo fisiológico que está preparado para comer durante as horas de sol e dormir quando escurece fica alterado, resultando numa diminuição do gasto de energia. Quem o explica é o Instituto Howard Hughes.

Dormir mal também perturba o organismo, impedindo a reposição do metabolismo energético. É o que diz este estudo publicado na Revista Americana de Nutrição Clínica, que mostra que as pessoas que dormem mais têm um índice de massa corporal menor e uma alimentação mais saudável.

Já é do senso comum que passar muitas horas em frente à televisão aumenta o risco de obesidade. Mas também já foi confirmado pela ciência: a Universidade de Harvard alerta que se esta for uma atividade recorrente aumenta 23% o risco de obesidade e 14% o risco de diabetes.

E já que se fala de televisão, é de recordar que a Universidade de Granada acrescenta ainda que a luz da televisão reduz os níveis endógenos de melatonina, a hormona que regula o ritmo cardíaco, que tem efeito antioxidante e anti-inflamatório.

Questões de saúde

As bactérias Christensenellacea estão presentes no intestino e defendem o corpo do aumento de peso. A presença dela no organismo depende de fatores hereditários, mas já estão a ser desenhados tratamentos contra a obesidade que as utilizam.

Se sofrer de stress pós-traumático deve consultar um especialista, por todos os motivos, mas também porque a probabilidade de desenvolver obesidade é muito maior. Mas a partir do momento que diminuem os sintomas o risco de obesidade reduz de forma rápida.

Pesticidas, herbicidas, entre outros produtos que estão presentes na alimentação, estes acumulam-se nos tecidos gordos e ajudam a desenvolver a obesidade e o aumento do colesterol. A Universidade de Granada aconselha a evitar comidas muito gordurosas ou carne e peixe de tamanho elevado.