O Novo Banco Ásia “é estratégico” para a instituição financeira e pode ter um papel a desempenhar na ligação da China à lusofonia e até à América Latina, defendeu em entrevista à agência Lusa o administrador Vitor Fernandes.

“Em Portugal decidimos que o Novo Banco em Macau é estratégico, é para manter (e) o processo de venda do Novo Banco em Portugal será feito como um todo e não às partes como já está decidido”, explicou Vítor Fernando ao salientar que apenas o BESI não será integrado no ‘pacote’ de venda.

Nesse sentido, continuou, o “Novo Banco Ásia é uma peça estratégica, que deve ser mantida e desenvolvida e deve ser agarrada ao Novo Banco em Portugal e será naturalmente vendido agarrado à operação portuguesa”.

Vítor Fernandes, que está em Macau para “dar a cara” pela instituição financeira alvo de intervenção pública em agosto de 2014, “falar com as autoridades e com os principais clientes”, defendeu o potencial estratégico do Novo Banco Ásia por estar integrado na zona do mundo que mais cresce, “ou das que mais cresce”.

“Acreditamos que as plataformas entre Portugal, Macau e os países de expressão portuguesa são plataformas relevantes e a ligação entre Portugal e Macau é importante para ligar a Moçambique, Angola, e mesmo países latino-americanos, nomeadamente Venezuela, onde o Novo Banco é um dos dois bancos estrangeiros que existem”, disse ao recordar a grande proximidade de relações entre a China e o poder de Caracas.

Para Vítor Fernandes, o relacionamento multilateral de Macau para potenciar a ligação da China com a lusofonia e, até, eventualmente com a América Latina, constituem essa mais valia que o Novo Banco Ásia terá de aproveitar.