Engenharia

Cilindros, tubagens e bombas para evitar cheias em Tóquio

Sem capacidade para escoar, os rios de Tóquio enchiam até alagar a cidade. O maior sistema de drenagem do mundo, feito pelo homem, resolveu grande parte do problema.

Em dias de chuva intensa, como os que aconteceram em Portugal nos últimos meses, multiplicam-se os casos de cheias, sobretudos nas cidades, onde faltam áreas de escoamento das águas. Para resolver um problema semelhante, agravado pela existência de tufões, Tóquio, no Japão, construiu uma ‘cidade subterrânea’ feita de canais.

A urbanização, que se intensificou desde os anos 1950, impermeabilizou os solos impedindo que a água das chuvas fosse naturalmente absorvida pelos terrenos, acabando por encher e fazer transbordar os rios. Para resolver o problema, os japoneses gastaram 17 anos – de 1992 a 2009 – e dois mil milhões de dólares (cerca de 1,7 mil milhões de euros) para construir o maior sistema de drenagem, feito pelo homem, do mundo.

O sistema de drenagem está disposto ao longo de 6,3 quilómetros. São cinco cilindros enterrados abaixo da superfície – que podem chegar aos 74 metros de altura e 32 metros de diâmetro – a recolher a água dos rios mais próximos. Em cada cilindro cabe uma Estátua da Liberdade e meia e ainda sobra espaço, refere o site Japangasm.

Desenhado para reduzir em 80% a probabilidade de cheias na cidade, o sistema G-Cans (Water Discharge Tunnel on the Outskirts of the Metropolitan Area) recolhe toda a água num “Partenon Subterrâneo” (porque a estrutura se assemelha ao monumento em Atenas). Deste reservatório com 180 metros de comprimento, 80 metros de largura e 18 metros de altura, a água é bombeada para o rio Edo.

A visita, que se faz exclusivamente em japonês, inclui uma explicação do funcionamento do sistema no centro de apoio ao visitante e um passeio no “Partenon Subterrâneo”.

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