Quinze pessoas foram mortas e 30 outras ficaram feridas este domingo no Egito, no dia do quarto aniversário do início da revolta de 2011 que derrubou o presidente Hosni Mubarak, informou um meio de comunicação social estatal.

Segundo a AFP, treze manifestantes foram mortos em confrontos com a polícia no Cairo e um foi morto em Alexandria. Um polícia morreu e onze pessoas ficaram feridas. Cerca de 150 pessoas foram detidas.

No Cairo, a polícia utilizou gás lacrimogéneo e disparou para dispersar centenas de manifestantes que gritavam ‘slogans’ hostis aos islamitas e às novas autoridades e tentavam chegar à praça Tahrir, epicentro da revolução de há quatro anos.

As forças da ordem estavam em alerta, depois dos partidários do antigo presidente islamita Mohamed Morsi terem apelado a manifestações contra o ex-chefe do exército e atual chefe de Estado, Abdel Fattah al-Sissi, para assinalar o levantamento popular em 2011.

No sábado, uma manifestante egípcia foi morta pela polícia durante um protesto que decorreu na praça Tahrir.

A 25 de janeiro de 2011 começaram os 18 dias de gigantescas manifestações que obrigaram Mubarak a demitir-se, a 11 de fevereiro.

Al-Sissi, eleito em maio com mais de 90 por cento dos votos depois de ter destituído Morsi em julho de 2013, desfruta do apoio de uma grande parte da opinião pública, cansada de quatro anos de instabilidade política e de crise económica.

Mas os seus detratores acusam-no de ter instaurado um regime ainda mais autoritário que o de Mubarak, que reprime qualquer oposição, quer islâmica, quer laica.