O novo rei da Arábia Saudita fez, esta quinta-feira, uma significativa remodelação governamental, dispensando dois filhos do antigo monarca Abdullah, anunciou a agência oficial saudita.

“O guardião das duas sagradas mesquitas [Medina e Meca], o rei Salman bin Abdulaziz al Saud, publicou hoje [quinta-feira] um decreto real demitindo do seu cargo de chefe dos serviços de inteligência o príncipe Khalid ben Bandar ben Abdel Aziz al-Saoud”, escreve a agência noticiosa SPA.

Este anúncio surge uma semana depois da subida ao trono do novo rei saudita, após a morte do seu antecessor, Abdullah, com cerca de 90 anos.

Um outro decreto afasta o príncipe Bandar ben Sultan, um sobrinho de Abdullah, das suas funções de secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional e de conselheiro do rei, o qual foi durante 22 anos, até 2005, embaixador da Arábia Saudita em Washington.

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Dois filhos do antigo monarca também foram dispensados: o príncipe Mishaal, governador da região de Meca, e o príncipe Turki, que governava a capital, Riade, segundo os decretos citados pela televisão saudita.

Já o príncipe Miteb, também filho de Abdullah, mantém-se no cargo de ministro encarregado da guarda nacional, com um contingente de 200 mil efetivos.

O rei Salman, de 79 anos, um dos meios-irmãos de Abdullah, fez 31 nomeações para a sua equipa governativa, na qual se mantêm o ministro do Petróleo, Ali al-Nuaimi, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Saud al-Faisal, bem como o ministro das Finanças, Ibrahim al-Assaf.

Um das primeiras decisões de Salman foi designar o ministro do Interior Mohammed ben Nayef como futuro príncipe herdeiro, ou seja, o segundo na ordem de sucessão a seguir ao príncipe Moqren.

O novo monarca também nomeou o seu próprio filho Mohammed bin Salman para o seu lugar como ministro da Defesa.