Este Governo entende, ao contrário do anterior que classificou o documento – e que, portanto, não é conhecido -, que é vantajoso que as pessoas saibam quais são as orientações gerais. Na perspetiva deste Executivo, há um interesse em que a sociedade portuguesa tenha consciência que os perigos existem, mas que também há determinados pressupostos e orientações dados pelo Governo para o seu combate, soube o Observador junto de fontes governamentais. Por outro lado, isso permitir uma discussão pública do tema, o que, nesta altura, é também considerado positivo pois serve para alertar eventuais “simpatizantes” de organizações terroristas.

A estratégia não contém as medidas operacionais (das forças de segurança ou dos serviços de informações), essas, sim, classificadas e cuja divulgação poria em causa a segurança e, em vez de o ajudar a reforçar a sua luta contra o terrorismo, tornaria o país mais vulnerável.

A Estratégia de Luta anti-terrorista foi aprovada em 2010, quatro anos depois das recomendações da União Europeia.

Nesse documento, a Europa propunha quatro pilares de intervenção (a prevenção, proteção, perseguição e resposta), ajudar países terceiros (nomeadamente do Norte de África, do Médio Oriente e do Sudeste Asiático) a nível de respeito os direitos humanos, prevenir novos recrutamentos para o terrorismo, proteger melhor os alvos potenciais, perseguir e investigar os membros das redes existentes, melhorar a capacidade para dar resposta a atentados terroristas e gerir as suas consequências.

A divulgação da nova atualização da Luta anti-terrorista de Portugal foi uma questão abordada na última reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, tendo todos os presentes concordado com o Governo de que não havia obstáculos à publicação em Diário da República do dito documento.