O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, instou terça-feira os venezuelanos a prepararem-se para suportar a conjuntura derivada da descida do preço do petróleo nos mercados internacionais, uma situação que prevê irá manter-se até 2017.

“Temos de estar preparados para dois anos de preços baixos ou muito baixos e a sociedade (venezuelana), a revolução bolivariana, continuará o seu curso”, disse.

Nicolás Maduro falava durante o programa televisivo “Em contacto com Maduro”, transmitido pelo canal estatal Venezuelana de Televisão, durante o qual se referiu à implementação, terça-feira, de um novo sistema de controlo cambial no país.

Para o líder venezuelano, o novo sistema “é muito importante” devido à queda do preço do petróleo e das exigências que a situação provoca do “ponto de vista estrutural e conjuntural, do desenvolvimento de uma nova economia, de mecanismos para a justa, correta e perfeita administração e investimento dos dólares da República”.

Segundo Nicolás Maduro no último século, os “dólares que a República usava para o seu funcionamento provinham do petróleo”, tendo sido implementados “distintos sistemas cambiais” para “administrar os dólares que ‘entravam'” por conceito de renda petrolífera.

“Há que ter em conta, como sabe todo o nosso povo, que a queda dos preços petrolíferos foi abrupta e apesar de haver uma leve tendência de recuperação, é uma leve tendência”, disse ao salientar que a Venezuela perdeu 60% das receitas de divisas, no caso em dólares.

Por outro lado explicou que o seu Governo está a “conseguir” os recursos necessários, em dólares, para que o país continue a funcionar no seu ritmo durante os próximos dois anos, apesar de uma campanha das empresas avaliadoras de risco contra a Venezuela.

O preço do barril de petróleo venezuelano caiu mais de 50% desde junho de 2014, cotando-se atualmente em menos de 40 dólares.

Apesar de a Venezuela ter as maiores reservas de crude do mundo, enfrenta graves dificuldades financeiras devido à queda dos preços, já que o país depende fortemente das receitas do petróleo, que lhe garantem 96% das suas divisas.

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