A Índia vai criar um sistema de segurança social universal, anunciou hoje o ministro das Finanças, durante a apresentação do primeiro orçamento completo, para 2015/2016, do governo de Narendra Modi.

O governo propõe a criação de um “sistema de segurança social universal para todos os indianos, especialmente para os pobres e desfavorecidos”, afirmou perante o parlamento.

“Uma grande parte da população indiana é desprovida de cobertura de seguro – saúde, acidente ou vida. E o que é também preocupante é que a nossa população jovem esteja está a envelhecer e também não vá ter reforma”, disse o ministro Arun Jaitley.

O governo propõe um sistema que incluirá a cobertura para acidentes até 200.000 rúpias (2.400 euros), sendo a anuidade de 12 rúpias, e prevê reforçar o sistema de contribuição de pensões com uma contribuição correspondente de até 50% para os rendimentos mais baixos.

O governo indiano anunciou ainda que vai aumentar em 700 mil milhões de rúpias (10 mil milhões de euros) os seus investimentos em infra-estrutura, particularmente ferroviárias e rodoviárias, para dar resposta à necessidade crítica da economia indiana.

A Índia espera retomar um crescimento entre 8% e 8,5% para o exercício de 2015/2016 (encerrado no final de março), contra os 7,4% para o ano que termina em março, depois de ter registado um crescimento lento até ao ano passado.

“A Índia está prestes a descolar”, disse Arun Jaitley, lembrando que o crescimento da Índia poderá ser o mais forte do mundo este ano.

Os números de crescimento foram recentemente revistos em forte alta, devido a uma mudança no cálculo estatístico, que gerou dúvidas nos economistas.

O governo de Narendra Modi também avançou que vai adiar por um ano a meta de regresso a um défice público de 3%, agora definida para 2017/18.

O défice público deve chegar a 4,1% para o exercício que termina no final de março.