Empreendedorismo

Biomode. Os kits que detetam a Salmonella receberam 1,6 milhões de euros

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Biomode angariou 1,6 milhões de euros para certificar os kits que vão permitir uma "deteção rápida" de microorganismos alimentares. "Há abertura para este tipo de projetos", diz investigadora.

Getty Images

Nasceu na Universidade do Minho e na Universidade de Southampton, em Inglaterra, em 2001, mas emancipou-se da casa mãe sete anos depois. Em 2008, os investigadores responsáveis pelos kits que permitem a deteção “rápida” de bactérias em alimentos saíram do laboratório para fundar uma empresa. Dois anos depois, nascia a Biomode.

Em 2010, Carina Almeida, Laura Cerqueira e Nuno Azevedo receberam os primeiros 300 mil euros que permitiram financiar a atividade. Cinco anos depois, chegou o investimento de 1,6 milhões de euros que vai possibilitar a certificação dos kits e posterior entrada no mercado.

Laura Cerqueira explicou ao Observador que não sentiu grande dificuldade em convencer os investidores — um consórcio constituído por investidores nacionais em capital de risco, que inclui as empresas Change Partners, 2bpartner, Invicta Angels e Gegnum — e que estavam “abertos a este tipo de projeto”. “É uma questão de falarmos numa linguagem menos científica”, explicou.

A Biomode desenvolve testes de diagnóstico rápido para segurança alimentar que permitem identificar micro-organismos patogénicos em alimentos, como a Salmonella, Listeria monocytogenes e E. Coli (os três principais microrganismos testados pela indústria alimentar), através da tecnologia PNA-FISH.

Temos uma sonda específica, que introduzimos na amostra alimentar. Se ficar fluorescente é porque há uma bactéria presente na amostra”, explicou Laura Cerqueira ao Observador.

A investigadora adiantou que já existem algumas metodologias que permitem identificar as bactérias, mas que nenhuma utiliza a tecnologia PNA – FISH, patenteada pela Biomode. Os clientes alvo são laboratórios de segurança alimentar e algumas empresas que tenham um sistema próprio de análises, como alguns supermercados.

O projeto foi apoiado pelo Acelerador de Comercialização de Tecnologias (Act) da COTEC Portugal durante dois anos e o primeiro financiamento veio dos fundos de capital de risco Portugal Venture, ACTec e ACTec II. O objetivo do Act é apoiar empreendedores e valorizar o conhecimento de base tecnológica gerado em Portugal, levando as tecnologias para mercados globais.

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