Cerca de 30 brasileiros manifestaram-se este domingo em Lisboa contra o Governo de Dilma Rousseff e a corrupção no Brasil, pela qual responsabilizaram o Partido dos Trabalhadores (PT).

“A corrupção no Brasil está institucionalizada. O que a gente quer é que a Dilma e todos os que estão envolvidos no escandalo do petrolão e em todas as medidas negativas contra a população saiam do poder, juntamente com o PT”, disse à agência Lusa Mariana Hemprich, representante do Movimento Brasil Livre na Europa.

A jovem brasileira, que está em Lisboa desde setembro, a fazer um mestrado em direito administrativo, considerou que o Brasil “entrou num mar de corrupção” desde o governo de Lula da Silva. “Começou com o mensalão, temos agora o petrolão e o próximo vai ser o Banco Nacional de Desenvolvimento Social do Brasil”, disse Mariana Hemprich, acrescentando que “a corrupção foi legalizada no Brasil”.

Para a representante do Movimento Brasil Livre, “o PT é a raiz de todo este problema”. Explicou que o objetivo do protesto é reivindicar o fim da corrupção e que os envolvidos sejam castigados.

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Este domingo realizaram-se protestos em mais de 400 cidades do Brasil e de outros países, nomeadamente em Lisboa e no Porto, contra o Governo da Presidente brasileira Dilma Rousseff. Na capital portuguesa, o grupo de brasileiros aproveitou a sombra da estátua do poeta Luís de Camões, na praça com o mesmo nome, para se instalar com bandeiras do seu país e faixas alusivas ao protesto e gritar palavras de ordem contra a atual e o anterior presidente, o PT e a corrupção.

“A nossa bandeira é verde e amarela, não é vermelha”, e “bolivarismo no nosso país, não” foram outras das palavras de ordem entoadas, mostrando pouca simpatia pela ideologia mais esquerdista, ideia explicita no conselho deixado à presidente Dilma, para que vá para Cuba ou para a Venezuela.

Mariana Hemprich disse à Lusa que “o desgoverno que Dilma proporcionou” ao Brasil afetou todo o povo brasileiro, tanto os que vivem no país como os que vivem fora dele, quer pela subida da carga fiscal como o corte nos diretos e na proteção social. Para a jovem brasileira, a solução ideal seria a realização de novas eleições, mas também seria aceitável a subida ao poder do vice-presidente brasileiro. “Se a Dilma sair já é um grande resultado para a gente”, afirmou.

As manifestações que se realizaram hoje foram promovidas pelos três principais grupos envolvidos na contestação à presidente brasileira — Vem pra Rua, Revoltados Online e Movimento Brasil Livre. Estes movimentos exigem ainda a investigação e punição dos envolvidos em casos de corrupção da Petrobras. Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília foram algumas das cidades brasileiras com manifestações.

Ocorreram protestos também em cidades dos Estados Unidos, Bolívia, Inglaterra, Argentina, Espanha, Chile, Áustria, Irlanda, Austrália e Canadá.