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O PS vai apresentar o cenário macro-económico em que está a trabalhar há várias semanas na terça-feira, véspera do debate no Parlamento sobre Programa de Estabilidade e o Plano Nacional de Reformas. O anúncio de medidas que vão constar no seu programa eleitoral será feito no Largo do Rato.

Enquanto o Governo aprova os dois documentos (Programa de Estabilidade e o Plano Nacional de Reformas) esta quinta-feira em Conselho de Ministros, o PS ultima um documento estruturante em que trabalha há várias semanas. António Costa contou, para isso, com a ajuda de uma dezena de economistas que já terá chegado a um draft final. Na sexta-feira, estiveram reunidos na Assembleia da República com Costa e os deputados da Comissão de Finanças para discutir as conclusões desse trabalho.

O PS sempre assumiu que tencionava apresentar a sua análise e as suas ideias para o país até quarta-feira, dia do debate no Parlamento. Algumas das medidas que defende passam por uma flexibilização das regras do Tratado Orçamental e na terça-feira, na audição com a ministra das Finanças, sobre o Programa de Estabilidade e o Plano Nacional de Reforma, a delegação socialista, sem desvendar o que vai apresentar, voltou a insistir que o único caminho para a recuperação da economia passa por rever as regras rígidas impostas por Bruxelas.

Tal como o Observador noticiou, o documento com cerca de 70 páginas analisa o impacto de quase 30 blocos de medidas, muitas deles desdobráveis, e pretende ser uma proposta coerente de ação económica para a próxima legislatura.

Colaboraram neste trabalho o diretor-adjunto do gabinete de estudos do Banco de Portugal, Mário Centeno. Paulo Trigo Pereira, professor de Finanças Públicas no ISEG, Francisca Guedes de Oliveira, da Católica do Porto, Manuel Caldeira Cabral (próximo do PS, da Universidade do Minho), João Leão, do ISCTE, e vários militantes socialistas como os ex-ministros Vieira da Silva e Elisa Ferreira, o deputado João Galamba, dois ex-secretários de Estado – Rocha Andrade e João Nuno Mendes, o ex-conselheiro económico de José Sócrates, Vítor Escária, e Sérgio Ávila, responsável pelas finanças no Governo Regional dos Açores.

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