Quando a balança começa a mostrar quilos a mais, os veterinários bem avisam. Há que dizer ao cão vai passear e, mais do que palavras, há que levá-lo a um jardim, à praia ou apenas à rua para faça exercício e, sobretudo, vá perdendo uns quilinhos. Ou que, pelo menos, não os ganhe em excesso. A obesidade canina é um assunto sério — só nos EUA, no Reino e no Canadá, escreve o The Guardian, quase metade dos cães têm peso a mais. E a evolução dos tempos foi criando alternativas para quando o cão não gosta de exercício físico ou o dono é demasiado generoso nas doses de ração. Uma delas é a tecnologia.

Ou melhor, as aplicações. Apps, como são mais conhecidas. Se tem um cão em casa e um smartphone no bolso saiba que já há várias que podem ajudar a cuida da saúde de quem tem quatro patas. A primeira descrita pelo diário inglês foi criada por Betsy Fore, quando a britânica reparou que as corridas e a dieta que dava ao dia a dia de Whisky, o seu cão, não estavam a resultar. Por isso lembrou-se de criar um pequeno dispositivo, dotado de tecnologia GPS, para monitorizar a atividade do seu cão — como se mexia, onde estava, quando dormia, etc. Como? Colocando-a numa coleira.

Ou seja, Betsy usou em Whisky a tecnologia que centenas de apps já fornecem a pessoas — a Nike, por exemplo, tem há alguns anos uma aplicação que serve para registar a velocidade, distância e ritmo cardíaco do utilizador, enquanto está em modo corrida. E a estratégia resultou. “Durante um mês reparei que começou, de facto, a perder peso”, resumiu, depois de explicar que foi adequando a alimentação e o plano de exercício físico do seu cão à informação que recebia da aplicação.

Resultou tão bem que Besty decidiu criar a WonderWoof, uma coleira que, além de registar os movimentos e hábitos do cão, sugere depois objetivos de fitness para o canídeo, de acordo com a informação que vai monitorizando. Com ela, e a troco de 88 euros, vem a aplicação com que o dono tem acesso a tudo através do smartphone. Não é a única, mas é diferente da PetBot que, mais do que ajudar a controlar o peso do cão, faz com que o dono consiga ter ideia do que o companheiro de quatro patas faz quando está sozinho em casa.

A PetBot é mais cara — custa quase 180 euros — e, em suma, é um sistema de comunicação que faz a “ponte” entre cão e dono. Funciona com um sistema de reconhecimento facial, que fica em casa, e é ativado quando o mecanismo deteta a face do cão. Ao fazê-lo, aciona um sinal sonoro (que fica à escolhe do dono) e, caso o cão lhe corresponda, a tecnologia dá-lhe, em troca, uma guloseima e tira uma espécie de selfie (autorretrato) ao cão. A fotografia é depois enviada para o telemóvel do dono, no qual está instalada uma app.

Outra aplicação é a FitBark. Também custa à volta de 90 euros e serve para monitorizar toda a atividade do cão, quando, sobretudo, este está sozinho em casa. “Queríamos criar uma ferramenta para melhorar a comunicação entre o cão e o seu dono. E também foi uma reação à minha frustração de não conseguir responder à pergunta: ‘Será que o meu cão está bem?’”, argumentou Davide Rossi, criador da app, ao The Guardian.

E agora somos nós a perguntar: quer descobrir o que o seu cão faz ou deixa de fazer quando está sozinho em casa? Então experimente estas aplicações ou outras do mesmo género.