A OPEP prevê para 2016 uma ligeira aceleração do crescimento homólogo do consumo mundial de petróleo, um acréscimo de 1,44%, para 93,94 milhões de barris por dia, contra uma subida de 1,40% este ano.

Esta estimativa é a primeira que a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) divulga sobre a evolução do mercado no próximo ano.

“Enquanto, os (moderados) preços atuais do petróleo continuarão a apoiar a economia mundial até certo ponto, numerosos desafios” compensam esse efeito e travam o crescimento do consumo de energia, explicam os especialistas da OPEP no relatório mensal hoje divulgado.

Entre estes fatores destacam-se os elevados níveis de dívida em países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e “o ainda elevado desemprego na zona euro em combinação com as incertezas na Grécia”.

A estes fatores juntam-se “assuntos geopolíticos em curso”, numa alusão a diversos conflitos, em especial aos do Médio Oriente, a região mais rica em petróleo do mundo, com cerca de 80% das reservas provadas do planeta.

A perspetiva de subida das taxas de juro nos Estados Unidos e de uma desaceleração da economia chinesa também vai travar o consumo energético, indica a OPEP.

Provavelmente, estas incertezas explicam a diferença entre as estimativas para a tendência da procura em 2016 da OPEP e da Agência Internacional de Energia (AIE).

Em contraponto com a previsão da OPEP de uma muito leve aceleração, a Agência Internacional de Energia (AIE) previu na sexta-feira que no próximo ano o mundo vai consumir mais 1,2 milhões de barris por dia do que em 2015, que registou um acréscimo de 1,4 milhões de barris por dia.