O Índice do Custo do Trabalho voltou a subir no segundo trimestre do ano em 1,2%, após ter aumentado 4,5% no trimestre anterior, isto quando comparado com os trimestres homólogos de 2014, divulgou hoje o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), os custos salariais aumentaram 1,5%, em relação ao mesmo período do ano anterior, e os outros custos aumentaram 0,2%. As duas principais componentes dos custos do trabalho são os custos salariais e os outros custos (por hora efetivamente trabalhada).

No setor privado, o INE refere que ocorreu um acréscimo homólogo do Índice de 2,4%, enquanto nas restantes atividades, “que incluem maioritariamente, mas não exclusivamente, as atividades do sector público da economia”, verificou-se um decréscimo homólogo do ICT de 0,3%.

Na indústria, os custos salariais aumentaram 3,5% e os outros custos aumentaram 1,5%; enquanto na construção os custos salariais aumentaram 5,6% e os outros custos aumentaram 3,2%, refere o INE.

Relativamente aos serviços, os custos salariais aumentaram 2,0% e os outros custos diminuíram 0,8%, que segundo o INE se deveu “ao decréscimo das indemnizações por despedimento”.

O Índice de Custo do Trabalho (ICT), calculado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), é um indicador de curto prazo da evolução dos custos suportados pela entidade patronal, por hora efetivamente trabalhada, e inclui custos salariais e outros, como contribuições para a Segurança Social, seguros de saúde, indemnizações por despedimento, etc.