As buscas do Boeing-777, da Malaysia Airlines, desaparecido em março de 2014, vão ser suspensas na segunda-feira, disse esta sexta-feira o representante do governo francês na ilha de Reunião, Dominique Sorain, citado pela agência France Presse (AFP).

Dominique Sorain acrescentou que, para além de um fragmento de asa que “provavelmente” pertence ao aparelho desaparecido, não foi encontrado mais nenhum destroço de avião na ilha da Reunião. O representante adiantou ainda que, se nenhum outro objeto de importância for encontrado até segunda-feira, as operações de busca terrestre e aérea serão suspensas.

“Nenhum objeto que poderia pertencer a um avião foi encontrado no mar”, declarou o responsável, que reconheceu ter sido recolhida “uma certa quantidade de destroços”.

Apesar de os destroços terem sido entregues a investigadores, não foi encontrado nenhum que tenha as dimensões do fragmento de asa que foi encontrado na ilha em julho, e que as autoridades declararam pertencer ao aparelho que efetuava o voo MH370.

As buscas, que começaram na sexta-feira passada, cobriram perto de dez mil quilómetros quadrados de oceano. A polícia passou mais de 200 horas à procura de destroços, precisou o representante francês, que não revelou o custo das operações.

A pequena ilha do Oceano Índico, um departamento ultramarino de França, tem recebido a atenção dos meios de comunicação internacionais desde que que foi encontrado o fragmento da asa.

A 5 de agosto, o primeiro-ministro da Malásia declarou que especialistas “confirmaram de forma conclusiva” que o destroço pertence ao avião que desapareceu misteriosamente a 8 de março de 2014, mas investigadores franceses foram, no entanto, mais cautelosos, afirmando apenas haver uma “probabilidade muito grande” de que a peça seja do avião. A diferença de linguagem entre especialistas desencadeou reações furiosas dos familiares das vítimas.