A cidade de Melbourne, na Austrália, foi uma vez mais considerada a cidade mais habitável do mundo pela Economist Intelligence Unit (EIU). Todos os anos, o grupo de aconselhamento económico pertencente à revista The Economist lança um relatório das cidades com “relativamente poucos desafios aos padrões de habitabilidade”.

A qualidade das infraestruturas, do sistema de saúde e da segurança em Melbourne valeu o topo do pódio. Logo a seguir à cidade australiana surgem Viena (Áustria) e Vancouver (outra no Canadá). As entradas canadenses são as que dominam a lista, com três entradas logo nas primeiras seis cidades destacadas. A Austrália tem duas.

Mas a Economist também revelou quais as cidades menos habitáveis do mundo. A guerra atira Damasco, na Síria, para o último lugar. A guerra também coloca Tripoli (Líbia) na entrada número 136 da lista com 140 entradas. Além destes fatores, a densidade populacional de cidades como Lagos (Nigéria), Port Moresby (Papua Nova Guiné) e Dhaka (Bangladesh) fazem delas locais demasiado caóticos para que sejam boas a nível de habitabilidade.

Não há cidades francesas no topo da lista. A BBC justifica a inexistência de uma cidade francesa com a “instabilidade global do último ano”, ilustrada por exemplo pelo ataque aos escritórios do jornal satírico Charlie Hebdo. “Desde 2010 que a habitabilidade média pelo mundo caiu em 1%, devido a uma queda de 2,2% na pontuação da estabilidade e segurança”, pode ler-se no relatório.

Nos últimos cinco anos, 57 países viram a habitabilidade decrescer. Mas existem exceções. E na China há sete: a diminuição da agitação social em Pequim, por exemplo, atenuou a ameaça de viver em sete cidades.