A construtora portuguesa Mota-Engil referiu esta quinta-feira, em comunicado, estranhar alegações de tratamento discriminatório aos seus trabalhadores moçambicanos feitas pelas autoridades de Moçambique, sublinhando que ainda não foi notificada oficialmente para resolver qualquer situação.

“A Mota-Engil não recebeu até ao momento qualquer notificação oficial por parte do Centro de Mediação e Arbitragem Laboral de Moçambique (CEMAL)”, refere em comunicado enviado à agência Lusa a construtora portuguesa.

“Repudiamos as referidas práticas, estranhando as alegações referidas no texto publicado”, sublinha a empresa no curto comunicado, acrescentando estar já a fazer averiguações internas para esclarecer o assunto.

O Ministério do Trabalho de Moçambique enviou esta quinta-feira à agência Lusa um comunicado em que refere que instou, através do Centro de Mediação e Arbitragem Laboral de Moçambique (CEMAL), a construtora portuguesa a corrigir situações de tratamento discriminatório aos seus trabalhadores moçambicanos no distrito de Mocuba.

Num comunicado, o Ministério do Trabalho moçambicano diz que a CEMAL teve de intervir a pedido dos trabalhadores para dissipar a alegada tensão com a direção da Mota-Engil, no distrito de Mocuba, província da Zambézia, no centro do país.

A CEMAL, de acordo com a nota de imprensa, diz ter concluído que os trabalhadores estrangeiros têm condições de trabalho e de habitação melhores do que os seus colegas moçambicanos e que estes são transportados em camiões basculantes e sem lonas, para se protegerem de poeiras e chuva.

Aquele organismo refere que também detetou disparidades salariais e despedimentos ilegais.