Legislativas 2015

Rangel: “Alguém acredita que se PS fosse Governo havia um primeiro-ministro investigado?”

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Sócrates entra na Universidade de Verão do PSD, com Paulo Rangel a dizer que não haveria investigações a um primeiro-ministro se PS fosse Governo. Costa é o candidato dos "casos e casinhos", disse.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O caso Sócrates chegou à Universidade de Verão do PSD pela mão do eurodeputado Paulo Rangel. Elogiando o “ataque sério e consistente” feito nos últimos tempos à corrupção e “promiscuidade”, Rangel deixou críticas ao líder do PS por “fazer graçolas” com “coisas demasiado sérias”, como o caso BES, e arriscou mesmo perguntar à plateia: “Alguém acredita que se os socialistas estivessem no poder haveria um primeiro-ministro sob investigação?” ou que “o maior banqueiro estaria sob investigação?”

“Foi durante este Governo, não é obra deste Governo, não é mérito deste Governo, mas foi durante este Governo que pela primeira vez em Portugal houve um ataque sério, profundo e consistente, à corrupção e à promiscuidade”, afirmou Paulo Rangel, na última aula da Universidade de Verão do PSD, que termina domingo em Castelo de Vide.

Questionando se “alguém acredita que se os socialistas estivessem no poder haveria um primeiro-ministro sob investigação” ou “o maior banqueiro estaria sob investigação”, o eurodeputado ressalvou, contudo, que se tratou de “obra do poder judicial”. Mas, acrescentou que “uma coisa é certa”: “o ar democrático em Portugal hoje é mais respirável e nós somos um país mais decente”.

Ainda a propósito do caso Espírito Santo, Paulo Rangel recuperou uma afirmação do secretário-geral socialista, criticando o seu hábito “nefasto” de estar sempre a “ironizar e a ridicularizar os outros”.

“Sobre o Banco do Fomento teve a seguinte tirada: falam-nos do banco bom, falam-nos do banco mau, mas não falam do Banco do Fomento”, lembrou, questionando como é que “uma pessoa que quer ser primeiro-ministro pode brincar de uma forma destas” e pediu “encarecidamente” ao secretário-geral do PS para não fazer “graças, nem graçolas” sobre “coisas demasiado sérias”.

Paulo Rangel apontou ainda outra razão para a sua “inquietação”, falando da falta de rumo e de ideias de António Costa.

“Tenho olhado para o discurso do PS, tenho olhado para discurso de António Costa e pergunto-me todos os dias, todos os dias ao levantar-me: Que quer António Costa para Portugal? Que ideia é que António Costa tem? Que rumo é que António Costa quer para Portugal? António Costa não dá uma ideia do Portugal que quer. Ele quer que Portugal seja a Grécia? Quer que Portugal seja Escócia ou quer Portugal seja Brasil ou Índia?”, perguntou.

Pelo contrário, contrapôs, a coligação PSD/CDS-PP já disse muito claramente o que quer: continuar no mesmo caminho, do crescimento gradual, credibilidade do país e do saneamento das contas públicas.

“Era muito fácil fazer flores e foguetes para aumentar as percentagens nas sondagens nestes últimos quatro anos, mas não é isso que nós queremos. Queremos um crescimento sustentável, queremos criação de criação emprego sustentada, mas nós não queremos voltar atrás”, insistiu.

De António Costa, referiu, só se ouve falar de “casos”, como do metro do Porto, do Banco do Fomento ou dos fundos europeus. “Que modelo quer António Costa? Sabem a impressão que eu tenho é que António Costa, que era o presidente das taxas e taxinhas, quer ser o primeiro-ministro dos casos e casinhos”, disse.

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