A Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou esta terça-feira a destruição do Templo de Bel na cidade histórica de Palmira, na Síria, através de uma imagem tirada por satélite. A destruição foi levada a cabo pelo grupo terrorista Estado Islâmico e assinalada por uma explosão. Segundo a ONU, quase nada resta do principal templo da cidade com quase 2.000 anos.

“Infelizmente, as imagens a que tivemos acesso mostram que o edifício principal do templo foi destruido”, afirmou Einar Bjorgo em declarações à BBC, o diretor da Unosat, uma instituição que analisa imagens por satélite. Einar referiu também que teriam sido destruídas um conjunto de colunas que se localizavam perto do templo. Apenas permaneceu o perímetro que rodeava o templo, bem como a sua entrada, revelou um local à BBC.

Maamoun Abdulkarim, o diretor do Departamento de Antiguidades da Síria, afirmou na segunda-feira que o templo teria sofrido uma explosão de grandes dimensões, mas que acreditava que a maioria do edifício teria permanecido intacto. Infelizmente não parece ter sido isto que aconteceu.

Palmira, um oásis que era um entroncamento de rotas comerciais, era conhecida como a “pérola do deserto”. As Nações Unidas tinham-na classificado como Património da Humanidade. A semana passada, quando foi conhecida a destruição de outro importante monumento, o templo de Baal Shamin, um responsável da ONU classificou o acto como “um crime de guerra”.

A guerra na Síria, para além de toda a devastação humana que tem provocado, já deixou um pesado legado no que respeita ao rico património histórico daquele país do Médio Oriente, assim como do vizinho Iraquue. O Washington Post fez um levantamento e concluiu que dos dez locais Património da Humanidade na Síria e Iraque, nove estão em risco ou já foram parcial ou totalmente destruídos. As ameaças não se prendem apenas com o vandalismo levado a cabo pelos jihadistas do EI.

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