A base de dados Pordata, projecto da Fundação Francisco Manuel dos Santos lançada há cinco anos, tem uma nova secção sobre Macroeconomia. A informação aí publicada sistematiza a consulta de informação recolhida em fontes oficiais, como o Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Banco de Portugal (BdP).

Os dados estatísticos recolhidos vão desde 1960 até à atualidade e estão repartidos por  90 quadros, distribuídos por sete grandes áreas temáticas:  Produto e ProdutividadeRendimento e ConsumoInvestimento e Poupança, Preços e Deflatores, Balança de PagamentosComércio InternacionalBanca e Crédito. A organização dos dados que ajudam a caraterizar a economia portuguesa como um todo é uma mais-valia para os investigadores, mas também ajuda a combater os mitos e a informação incorreta que, por vezes, circula.

Alguma vez se perguntou quantas máquinas multibanco existem em Portugal?  A resposta está agora à distância de alguns cliques na Pordata. Resposta: em 2010 existiam 14.318 caixas multibanco, mas o número tem vindo a diminuir ligeiramente e no ano passado existiam “apenas” 12.701 máquinas ATM.

Sabia que o  PIB per capita português em 2014 desceu e está próximo do seu valor de 2000? O produto interno bruto português aumentou mais do que 4 vezes entre 1960 e 2014.  Mas atualmente os resultados deste indicador crucial têm diminuído e está próximo do valor registado em 2000.

O PIB desceu e talvez já saiba, também, que a dívida de Portugal ao exterior aumentou. Mas quanto? Segundo a Pordata, a dívida externa líquida em 1998 correspondia a 2,5% do PIB. Foi em 2012 que a dívida externa acumulada ultrapassou 100%, ou seja, passou a ser maior que o PIB anual. Em 2014 já corresponde a 102,8% do PIB.

O apelo ao aumento do investimento é uma constante. Sabe porquê? Porque nunca se  investiu tão pouco como agora, notam os quadros da Pordata. O investimento, em percentagem do PIB, tem estado a cair ininterruptamente desde o início do século. E em 2014 o investimento atingiu o mínimo histórico de 14,6% do PIB.

Mas fique, também, a saber que o cenário macroeconómico não é integralmente negativo. Sabia que nos anos de 2013 e 2014 as vendas ao exterior atingiram o seu máximo histórico?  40% do PIB.  O peso das exportações no PIB passou de 15 para 40%, entre 1960 e 2014.

Para encontrar mais indicadores sobre a economia portuguesa, consulte a nova área da Pordata e mantenha este link à mão.