Quando estamos com insónias o pior que podemos fazer é pegar no smartphone. E não é só porque podemos perder a noção do tempo  nas redes sociais ou a consultar os nossos sites preferidos. Os ecrãs LED são inimigos do sono, é o que diz um estudo publicado na revista médica BMJ Open. A investigação monitorizou os padrões de sono de  9.846 adolescentes noruegueses entre os 16 e os 19  anos, refere o Mashable.

No estudo, os adolescentes registaram quer os seus padrões de sono habituais quer os seus hábitos de utilização de aparelhos com ecrãs LED ao longo do dia, em especial antes da hora de deitar. Os resultados revelam uma relação de causa-efeito entre o tempo de utilização de  dispositivos e  os risco de insónia. “A utilização diurna e noturna de dispositivos electrónicos está correlacionada, segundo os registos, com um maior risco de duração mais curta do sono, maior dificuldade em adormecer e défice de sono, ” pode ler-se no estudo.

O problema está nas luzes azuis, segundo a Harvard Medical School. As luzes emitidas por todos os ecrãs LED interferem com a produção no cérebro de melatonina, a hormona do sono. Então como resolver ou minimizar o problema? Uma solução pode ser a utilização de aplicações que ajustem automaticamente a intensidade e o brilho dos ecrãs em relação à luz natural. Uma das mais populares entre os utilizadores Android é a Twilight com mais de 100 mil downloads e 77 mil avaliações positivas.  (A versão iOS ainda não está disponível.)

Mas o melhor a fazer será cortar na utilização do tablet e do smartphone antes de dormir. É que os investigadores noruegueses também alertam para a possibilidade de a radiação eletromagnética perturbar o sono,  embora ainda não esteja claro em que medida ou de forma isso acontece.