O governador de Okinawa, no sudoeste do Japão, e palco de violentos confrontos entre os exércitos americano e japonês durante a II Guerra Mundial, Takeshi Onaga, revogou esta terça-feira oficialmente a licença de obras concedida ao Executivo central para a construção da polémica base militar norte-americana de Futenma.

A autorização para erguer a nova Futenma, na baía de Henoko, a norte da ilha principal da prefeitura, foi concedida pelo anterior governo de Okinawa.

A decisão de Takeshi Onaga surge em linha com a promessa que fez, aquando das eleições locais de 2014, que venceu, de não permitir a construção da base. É provável que Tóquio recorra, pelo que ambas as partes podem vir a travar uma batalha judicial.

O Japão e os Estados Unidos da América acordaram mudar a base para a baía de Henoko, na localidade de Nago, no norte da ilha de Okinawa, mas o projeto encontra-se estancado há quase uma década perante a oposição de políticos e da população, que querem a base fora da ilha.

A atual Futenma, de 480 hectares, localiza-se no centro urbano da localidade de Ginowan (94 mil habitantes), o que durante anos desencadeou protestos por parte dos habitantes devido ao ruído e à possibilidade de ocorrência de acidentes.

Okinawa alberga mais de metade dos cerca de 47 mil efetivos que os Estados Unidos mantêm no Japão, assim como 74% das instalações militares norte-americanas no país asiático.

Um quinto do solo da principal ilha do arquipélago é terreno militar norte-americano.