A diretora dos Serviços de Alfândega de Macau foi hoje encontrada morta numa casa de banho pública, revelou o Governo da região, que disse que as primeiras investigações não apontam para um caso de homicídio.

“Neste momento, podemos pensar que é suicídio, mas ainda temos de aguardar pela investigação por via judiciária pelo Ministério Público”, disse o chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, numa declaração à imprensa em que apresentou condolências à família de Lai Man Wa, diretora-geral dos Serviços de Alfândega da Região Administrativa Especial de Macau.

O chefe do Executivo revelou que Lai Man Wa era uma amiga de “há muito tempo” e elogiou o seu “grande contributo para Macau”.

Além disso, sublinhou que já foi informado pelo próprio Comissariado Contra a Corrupção de que Lai Man Wa “não está envolvida em nenhum caso de investigação” por este organismo.

O secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, vai acumular as funções de diretor dos Serviços de Alfândega de Macau até ser indicado um novo nome para substituir Lai Man Wa.

Wong Sio Chak revelou que o corpo da diretora dos Serviços de Alfândega foi encontrado num casa de banho pública e que, segundo a Medicina Legal, está a excluída a hipótese de homicídio.

O secretário para a Segurança disse ainda que nada apontava para uma alteração no “estado psicológico” de Lai Man Wa, com quem jantou na quinta-feira e com quem tinha previsto deslocar-se esta tarde a Zhuhai, no interior da China, cidade adjacente a Macau, para um encontro sobre gestão de águas e imigração clandestina.