Foi encontrado domingo, na cidade italiana de Florença, o corpo de uma emigrante americana, Ashley Ann Olsen de 35 anos. As autoridades italianas estão a investigar a morte como um caso de perseguição e de assédio.

A mulher, originária da Florida, foi encontrada no seu apartamento – nua e com vários arranhões e hematomas no pescoço, levando a crer que terá sido estrangulada até à morte. A descoberta aconteceu quando o namorado de Olsen pediu ao senhorio da casa para abrir a porta do apartamento por esta não responder às chamadas há três dias, conta o Telegraph.

Apesar de já ter sido aberta a investigação de homicídio, ainda não foram nomeados quaisquer suspeitos de assassinato. No entanto, e por ser uma utilizadora assídua das redes sociais, as suspeitas de que a americana estava a ser perseguida há algumas semanas começam a ganhar destaque. Isto porque Olsen publicou fotografias dela própria com legendas como “Eu tenho um perseguidor” acompanhando o texto com uma fotografia, por exemplo, de costas, a passear o seu cão:

Ashley Olsen

Ashley Ann Olsen mudou-se para Florença em 2012 e vivia no bairro de Santo Spirito conhecido pelo seu ambiente boémio e por ser um dos destinos preferenciais de artistas internacionais. São muitos os jovens americanos que viajam para Florença através de programas de intercâmbio de estudantes, mas Olsen mudou-se para Itália para se juntar ao pai, que é professor de artes na mesma cidade. Era particularmente ativa nas redes sociais – e, daí, muito conhecida (e observada).

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Este novo caso trouxe a lume um outro: o de Meredith Kercher, estudante britânica que sofreu múltiplas facadas, depois de se ter mudado para a cidade de Perúgia. Mais tarde a sua companheira de casa, Amanda Kox, foi acusada de homicídio juntamente com o namorado, Raffaele Sollecito. O longo e moroso processo chegou a ilibar o par, a acusá-lo outra vez – até que, em 2015, o Supremo Tribunal de Itália ilibou novamente o casal por falta de provas.

No meio de tudo isto, uma terceira pessoa, Rudy Guede, está a cumprir uma sentença de 16 anos de prisão por ter participado no assassinato de Kercher.