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Ataque no Burkina Faso: Morte de segundo português por confirmar

Este artigo tem mais de 5 anos

O Ministério do Interior do Burkina Faso, Simon Compaore, avançou que morreu um segundo português no ataque terrorista na capital do Burkina Faso, segundo a AFP. Mas Governo português não confirma.

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WOUTER ELSEN/EPA

WOUTER ELSEN/EPA

O Ministério do Interior Simon Compaore, citado pela AFP, afirmou que há dois portugueses entre as 29 vítimas do ataque terrorista em Ouagadougou, no Burkina Faso. Contactada pelo Observador, a Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas avançou que ainda não há confirmação oficial de que haja uma segunda vítima portuguesa entre os mortos, ressalvando que ainda há sete corpos por identificar.

De acordo com a RTP, a primeira vítima é um luso, de 51 anos, que vivia em França e que estava na capital do Burkina Faso ao serviço de uma empresa privada francesa. Havia ainda um outro português no interior do hotel, um consultor da União Europeia, que saiu ileso.

Segundo o Correio da Manhã, a primeira vítima é António Basto, que trabalhava na empresa de transportes Scales, em Val-d’Oise. Basto vivia em Bosc-Hyons, era casado com uma francesa e pai de três filhos, com idades entre os 31 e seis anos. Junto a António Basto morreram também dois colegas seus franceses.

A confirmar-se a seguna morte de Burkina Faso, será a quinta vítima portuguesa de atentados terroristas, conta o Expresso. Antes de António Basto, perderam a vida Maria da Glória, na Tunísia, onde viajou em junho de 2015 para homenagear a morte do marido, Precília Correia e Manuel Colaço Dias, ambos em Paris, mais exatamente no Bataclan e no Estádio de França, respetivamente, nos atentados na capital francesa a 13 de novembro de 2015.

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O ataque terrorista, reivindicado pela al-Qaeda do Magrebe, matou 29 pessoas e terá deixado 150 feridas. Durante o dia de sábado, o número de países afetados por esta investida fixava-se nos 18, mas deverá aumentar com o escalar das vítimas. Sabe-se também que um norte-americano que trabalhava num orfanato está entre as vítimas. Posteriormente, um casal australiano foi raptado no norte do país, junto à fronteira com o Mali. Numa primeira fase foi comunicado que o casal seria austríaco.

No sábado, as autoridades de Burkina Faso e França anunciaram que mataram quarto terroristas e que libertaram os 126 reféns (33 feridos) do Hotel Splendid. O cerco ao Hotel Splendid foi terminado sábado de manhã, havendo ainda a suspeita de que estaria em marcha um segundo ataque a outro hotel.

https://www.youtube.com/watch?v=ybgZ3TiKWgg

Vários homens armados e de turbante entraram a disparar no Hotel Splendid e atacaram o café Capuccino, onde até terá começado o ataque, no centro da cidade de Ouagadougou, na noite de sexta-feira. O Hotel Splendid é um dos principais hotéis da capital e é frequentemente utilizado por ocidentais e funcionários das Nações Unidas.

A cadeia de televisão iTele referiu no Twitter que o ataque foi reivindicado pelo jihadistas da al-Qaeda no Magrebe Islâmico. O número preciso de terroristas ainda não foi revelado, mas testemunhas identificaram entre quatro e seis homens.

Circula nas redes sociais um vídeo que retrata o Hotel Splendid em chamas.

O embaixador francês no Burkina Faso referiu-se ao ataque no Twitter como um atentado terrorista. Ao início da noite de sexta-feira, o canal local Burkina 24 relatou tiros na Avenida Kwame Nkrumah em Ouagadougou, capital do país. “A razão por trás dos tiros ainda são desconhecidos”, acrescentou então na sua página de Facebook.

“Note-se que no início do dia, precisamente cerca das 14h, cerca de vinte homens armados atacaram uma unidade da missão da polícia numa aldeia situada a cerca de quarenta quilómetros de Tinakof e Gorom-Gorom na região do Sahel. O ataque resultou em dois mortos (um polícia e um civil) e dois feridos (dois polícias), um deles em estado grave”, lê-se numa outra publicação do Burkina 24.

Burkina Faso fica localizado na África Ocidental, onde faz fronteira com Mali, Niger, Benin, Togo, Gana e Costa do Marfim.

Atualizado às 13h05 de 17 de janeiro.

 
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