Esqueça as t-shirts com frases (supostamente) engraçadas. O humor que tomou conta da moda não precisa de palavras para ter graça. Deem-lhe antes uma embalagem de Kit Kat usada como clutch, umas cerejas iguais às que se penduram nas orelhas transformadas efetivamente em brincos ou um gorro que pisca o olho e flirta com outras cabeças.

À boleia das fotografias de street style que acompanham as principais semanas da moda e que se têm tornado tão importantes como o que acontece nas passerelles, onde ganha protagonismo quem tem a capa de iPhone mais bizarra, a carteira mais surrealista ou os sapatos mais coloridos, as grandes marcas têm apostado em pormenores — às vezes peças inteiras — que fazem rir. Pode ser uma carteira cheia de emblemas com smiles e pontos de exclamação, como as de Anya Hindmarch, ou uma camisa onde dois perfis se sobrepõem aos botões, como na marca italiana Vivetta. O que é certo é que o non sense já não é exclusivo do designer Jeremy Scott e dos seus ténis com asas feitos para a Adidas ou, mais recentemente, dos acessórios Moschino que brincam com o consumismo ao mesmo tempo que vão buscar os sinais de trânsito que aprendemos nas aulas de código.

Dos pompons para pendurar à tiracolo aos pins e patches que estão por todo o lado, o conselho em relação à funny fashion é só um: usá-la, mas usá-la com moderação, para não parecer um néon desesperado por atenção. Afinal, demasiado riso também provoca dores de barriga.