Novo Banco

Novo Banco avança com despedimento coletivo de 500 trabalhadores

184

Conselho de Administração esteve reunido esta quinta-feira com comissão de trabalhadores. Plano de reestruturação implica extinção de mil postos de trabalho e despedimento coletivo de 500 pessoas.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O Novo Banco vai avançar com um plano de reestruturação que implica a redução, já em 2016, de cerca de mil postos de trabalho, 500 dos quais através de despedimento coletivo. A informação foi transmitida esta quinta-feira pelo presidente Eduardo Stock da Cunha durante uma reunião do Conselho de Administração com a comissão nacional de trabalhadores do Novo Banco.

Num comunicado divulgado esta quinta-feira após a reunião, a comissão de trabalhadores afirma que foi informada por Stock da Cunha de que, “no seguimento do plano de reestruturação imposto pela União Europeia e que já se encontra em curso, o banco terá que reduzir em 2016, cerca de 1000 postos de trabalho, sendo suposto que 500 sejam através do recurso a um despedimento coletivo“.

Segundo se lê no mesmo comunicado, a comissão de trabalhadores ainda não foi informada dos critérios que serão utilizados para a extinção dos postos de trabalho nem quais as estruturas do banco que poderão vir a encerrar. Certo é que o organismo que representa os trabalhadores está contra a decisão e vai “lutar até ao limite das forças pela manutenção de todos os postos de trabalho e manutenção dos direitos adquiridos”.

Informámos [a administração] que não aceitamos nem pactuamos, de forma alguma, com despedimentos coletivos no nosso banco”, lê-se no comunicado, onde se acrescenta que os trabalhadores “não têm qualquer responsabilidade sobre o que se passou com o BES em agosto de 2014”.

Para reverter a decisão, o organismo que representa os trabalhadores afirma que vai pedir novas audiências às mais diversas entidades: ao primeiro-ministro, ao ministro das Finanças, ao ministro do Trabalho, ao governador do Banco de Portugal, assim como aos grupos parlamentares.

A nacionalização do Novo Banco é o caminho a seguir, dizem os trabalhadores, sublinhando que já defenderam esta opção junto do Ministério das Finanças e dos grupos parlamentares.

“Não faz sentido, qualquer plano de reestruturação, sem uma definição clara do que se pretende para o Novo Banco. Vamos lutar por outra forma de solução e pela suspensão desta medida”, lê-se.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rdinis@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site