Maria Luís Albuquerque foi contratada para diretora não-executiva, para o Comité de Auditoria e Risco, de uma financeira britânica – a Arrow Global. A informação, avançada pelo Diário de Notícias, foi apresentada esta quinta-feira através de um comunicado da empresa.

“É com prazer que anuncio que Maria Luís Albuquerque irá juntar-se à administração como diretora não-executiva. Como deputada do Parlamento português, que já desempenhou cargos de topo no Ministério das Finanças e do Tesouro público português, Maria Luís irá contribuir com uma vasta experiência internacional e no campo da gestão da dívida”, afirmou Jonathan Bloomer, presidente do Conselho de Administração da Arrow.

De acordo com o Esquerda.net, órgão de comunicação oficial do Bloco de Esquerda, esta empresa tornou-se líder da gestão de crédito malparado em Portugal, depois de ter adquirido no ano passado a Whitestar e a Gesphone.

O mesmo órgão de comunicação cita ainda um documento classificado como confidencial, mas entretanto disponível para a consulta, onde a Arrow revela gerir 5,5 mil milhões de euros e ter como clientes em Portugal os bancos Santander, Banif, Millennium BCP, Banco Popular, Montepio, Finibanco, Crédito Agrícola, Cofidis, entre outras empresas. O documento em causa pode ser consultado aqui.

É essa ligação entre a Arrow Global e o Banif que mereceu o destaque de Catarina Martins. No Twitter, a porta-voz bloquista fala no “novo emprego de Maria Luís Albuquerque” e nas ligações entre a Whitestar, a Gesphone e a compra de ativos do Banif.

Em abril de 2015, a Arrow Global comprou a Whitestar por 48 milhões de euros à Carval Investors. Na mesma altura, adquiria ainda a Gesphone por 8,3 milhões de euros, como contava aqui o Económico.

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