Cultura / Arquitetura Seguir Estes arquitetos querem afundar o Central Park Escavar o Central Park até encontrar pedra, construir uma garagem para drones, erguer um centro de internet gigante. Estes são os planos mais loucos (e brilhantes) do Skyscraper Competition 2016. Marta Leite Ferreira Texto 30 Mar 2016, 12:42 151 i eVolo Magazine eVolo Magazine A revista eVolo Magazine já anunciou os vencedores dos prémios 2016 da “Skyscraper Competition”, que todos os anos desde 2006 nos mostra os planos mais inovadores (e alucinantes) de arquitetura e design. Há dois objetivos inerentes à competição, patrocinada pelos estúdios e meios de comunicação social mais reconhecidos do ramo: resolver problemas sociais, económicos e culturais; e encontrar novos planeamentos urbanísticos. Um dos projetos mais ambiciosos premiados este ano chama-se “New York Horizon” e está a fazer furor nas redes sociais. Yitan Sun e Jianshi Wu, os arquitetos norte-americanos por detrás desta ideia, propõem-se a “enterrar” o Central Park. Nas imagens criadas em computador, os dois artistas instalaram uma espécie de muro gigantesco em redor do parque novaiorquino e depois escavaram o local até encontrar pedras de grandes dimensões. E em vez do parque que todos conhecemos como símbolo de Manhattan, este novo espaço verde com 341 hectares passaria a ser uma região montanhosa com lagos protegidos da movimentação da cidade. Mas o plano não se fica por aí: Yitan Sun e Jianshi Wu querem construir um arranha-céus, com apartamentos, de 300 metros de altura e 80 vezes maior em área de construção que o Empire State Building.Créditos: eVolo MagazineO segundo lugar da competição foi para a equipa de arquitetos de Ayed Mohammad, Yifeng Zhao e Chengda Zhu, sediada nos Estados Unidos. Os três imaginaram um outro edifício – a “Colmeia” – que seria um terminal de controlo para drones. Este edifício poderia gerir todos os drones que voassem sobre Nova Iorque, dos estatais aos pessoais. A Colmeia seria também semelhante a uma garagem porque é composta por módulos adaptados a nove tipos de aparelhos voadores não tripulados.Créditos: eVolo Magazine A “Torre de Dados”, dos italianos Valeria Mercuri e Marco Merletti, foi a vencedora do terceiro lugar da competição. Desta vez, o arranha-céus seria feita na Islândia e funcionaria como um acumulador de servidores de Internet. Seria composta por uma placa tridimensional gigante com forma cilíndrica e cuja fachada estaria cravada de todo o hardware dos servidores. O interior estaria vazio, para garantir um sistema de refrigeração e para que haja espaço de manutenção para os técnicos.Créditos: eVolo Magazine