O presidente italiano Sergio Mattarella avança que mais de 400 migrantes podem ter morrido no mar Mediterrâneo, depois de um ou vários barcos onde viajavam – eram, no máximo, quatro – para a Europa se ter virado durante uma travessia entre o Egito e a Itália. A BBC diz que a maior parte das vítimas são originários da Somália, mas que existiam alguns etíopes e eritreus a bordo da embarcação.

A Reuters acrescenta que seis corpos já foram encontrados no mar e estão a ser transportados para a ilha de Lampedusa. Ainda esta noite, 33 pessoas – entre os quais dez crianças – foram resgatadas na costa este na Sicília. A guarda costeira italiana, que esta manhã disse não ter tido conhecimento da notícia, indicou que foram salvos 108 migrantes e seis corpos recuperados de uma embarcação de borracha parcialmente submersa no domingo.

Se a morte destes 400 migrantes se confirmar, o acidente acontece precisamente um ano depois da maior tragédia no Mediterrâneo relacionada com a crise dos refugiados: 800 pessoas perderam a vida a bordo de um barco com 21 metros de comprimentos que se afundou. Nesse acidente, apenas os viajantes do andar mais alto da embarcação sobreviveram, por terem corrido para um dos lados do barco ao avistarem um navio mercantil português.