Há dois políticos da Madeira que aparecem referenciados nos documentos da Mossack Fonseca. De acordo com o Expresso e a TVI, que fazem parte do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação que está a divulgar os Panama Papers, o presidente e o vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira foram procuradores de empresas offshore.

Tranquada Gomes, presidente do parlamento regional, foi procurador de diversas offshores sediadas no Panamá e nas Ilhas Virgens Britânicas durante onze anos, entre 1994 e 2005. Na altura, o advogado era deputado do PSD e assinou essas procurações juntamente com um sócio, Coito Pita, à data também deputado social-democrata. Em resposta aos meios de comunicação do consórcio, ambos confirmaram a autenticidade das procurações mas asseguraram que nunca a tinham usado.

Já Miguel Sousa, atualmente vice do órgão deliberativo da Madeira, teve poder para representar algumas empresas junto da Zona Franca e do Governo Regional durante dois anos no fim dos anos 90. Também ele confirma a existência de procurações e afirma nunca as ter usado.