As emissões de dióxido de carbono (CO2) na área da energia aumentaram ligeiramente na União Europeia, em 2015, mas Portugal registou uma subida mais acentuada, sendo o segundo maior acréscimo entre os Estados membros, revela o Eurostat.

As emissões de CO2 relacionadas com os combustíveis fósseis, o principal responsável pelo aquecimento do planeta e pelas alterações climáticas, subiram 0,7% em comparação com os valores de 2014, segundo as estimativas divulgadas na terça-feira pelo gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE).

Em Portugal, a subida de emissões foi de 8,6% em 2015, só ultrapassado pela Eslováquia, com 9,5%.

Ao contrário, Malta, Estónia, Dinamarca e Finlândia apresentam as descidas mais acentuadas.

O dióxido de carbono contribuiu com 80% para o conjunto dos gases com efeito de estufa, que a UE, como o resto do mundo, está a tentar reduzir com várias medidas, nomeadamente nos setores da energia e dos transportes, e com a assinatura do acordo global sobre o clima, no âmbito da ONU.

Portugal tem duas grandes centrais a carvão, em Sines e no Pego, e a sua atividade depende de vários fatores, desde o nível de consumo, relacionado com a situação económica do país, às condições meteorológicas, pois em anos secos, a falta de chuva vai implicar menos produção de energia nas centrais hidroelétricas, sendo necessário recorrer mais ao carvão.

Especialistas da Agência Internacional da Energia (IEA na sigla em inglês), citados num estudo de 2015, defendem que as emissões de CO2 com origem na queima de carvão terão de descer em média 8% por ano até 2040 para manter o aquecimento global abaixo de dois graus Celsius.