Novak Djokovic venceu este domingo o britânico Andy Murray na final do torneio de Roland Garros por 3-6, 6-1,6-2, 6-4. Era o título que lhe faltava, uma vez que o sérvio nunca tinha conseguido triunfar no Open francês. Número um do ranking mundial, Djokovic conquista assim pela primeira vez os quatro torneios do Grand Slam (não na mesma temporada), uma proeza há muito ambicionada.

Depois de seis títulos na Austrália (2008, 2011, 2012, 2013, 2015 e 2016), três em Wimbledon (2011, 2014 e 2015) e dois no US Open (2011 e 2015), Djokovic ganhou pela primeira vez na terra batida francesa, ao superar Murray em quatro sets, pelos parciais de 3-6, 6-1, 6-2 e 6-4.

A conta oficial de Twitter do torneio francês descreve o momento em que Djokovic ergue a taça como o momento em que recebe a última joia da coroa. Era o título que lhe faltava para fazer o pleno e conquistar o histórico Grand Slam de carreira. Já tinha vencido seis vezes o Open da Austrália, foi três vezes campeão em Wimbledon e duas no US Open, mas o torneio francês estava-lhe atravessado, depois de ter disputado três finais em 2012, 2014 e 2015 – e ter perdido.

É, por isso, um dia de história para o ténis. E de recordes. A vitória em Roland Garros garante a Djokovic o quarto título consecutivo de Grand Slam, na série iniciada em Wimbledon 2015, e dá ao tenista sérvio o seu 12º título de Grand Slam. Djokovic fica assim ao nível do australiano Roy Emerson como o quarto maior vencedor de torneiros deste nível, apenas atrás de Roger Federer (que venceu 17 torneios), Pete Sampras (14) e Rafael Nadal (14).

Djokovic passa assim a ser também o oitavo tenista a ter todos os Grand Slams. Até agora, só sete atletas tinham conseguido o pleno: Fred Perry em 1935, Don Budge em 1938, Rod Laver em 1962, Roy Emerson em 1964, André Agassi em 1999, Roger Federer em 2009 e Rafael Nadal em 2010. A esta lista junta-se agora Novak Djokovic.

E para conseguir o feito ainda maior de completar o Grand Slam na mesma temporada Djokovic tem ainda vencer em 2016 o Wimbledon e o Open dos EUA. Só Rod Laver e Don Budge conseguiram.

Andy Murray, o britânico que disputou este domingo a final com Djokovic, foi dos primeiros a congratular o tenista sérvio, sublinhando o momento histórico e lembrando a “raridade” do feito: “Isto é uma coisa tão rara no ténis…vai demorar muito tempo até acontecer outra vez”, disse, segundo se lê na página de Roland Garros.