O fraco crescimento das economias desenvolvidas, os baixos preços das matérias-primas e os menores fluxos de capital vão provocar em 2016 um crescimento global menor do que o esperado, que o Banco Mundial (BM) situou hoje em 2,4%.

A percentagem é inferior aos 2,9% projetados pelo BM no anterior relatório semestral “Perspetivas Económicas Globais”, publicado em janeiro deste ano.

“O crescimento económico e o principal motor da redução da pobreza e, por isso, estamos muito preocupados por o crescimento estar a diminuir de forma aguda nos mercados emergentes exportadores de matérias-primas devido aos baixos preços”, escreve no relatório o presidente do BM, Jim Yong Kim.

O Banco Mundial considera agora que, em 2016, o preço médio do barril de petróleo será de 41 dólares, abaixo dos 51 dólares antecipados há seis meses.

Brasil e Rússia continuarão como os principais lastros das economias emergentes com forte dependência das exportações de matérias-primas e agravarão as respetivas recessões económicas este ano, com contrações de 4% e de 1,2%, respetivamente.

Por seu lado, os gigantes asiáticos continuarão com ritmos de crescimento sólidos.

A China, apesar da transição para um modelo mais centrado na procura interna, registará em 2016 um taxa de crescimento económico de 6,7%, atrás da Índia, com uma projeção de 7,6%.