Ronaldo compareceu perante os jornalistas com um misto de tristeza e alegria. Alegria pelo recorde. Tristeza pela forma como conseguiu. As suas palavras dizem tudo: “É um motivo de orgulho fazer 128 internacionalizações, bater o nosso mítico Figo, tenho a certeza que ele também está orgulhoso por isso. Mas também estou um pouco triste porque esta não era a maneira como queria bater este recorde”.

Sentimentos mistos, portanto. “O meu objetivo é ser o mais internacional, o máximo goleador da seleção”, mas “queríamos ganhar e empatámos, por isso não foi a forma como eu idealizava este momento”, acrescentou o jogador.

Ronaldo assume mesmo (parte) das suas culpas: “Eu também falhei, o penálti e outras oportunidades, mas isto é futebol”, disse, lamentando que Portugal tivesse tido “bastantes oportunidades” mas “mais uma vez” não tivesse “conseguido concretizar”.

Depois veio o agradecimento a “todos os portugueses” e as frases motivacionais típicas. “Portugal vai dar o seu melhor no próximo jogo”, porque “quem tenta sempre alcança” e “o mal não dura para sempre”. Para o remate final: “Há que acreditar que as coisas vão correr melhor, temos todos de pensar que ainda é possível, nós, os jogadores, e o público também, porque se ganharmos estamos estamos qualificados”.

Até quarta, então.