Brexit

Secretário-geral adjunto da NATO avisa que saída do Reino Unido terá impacto na segurança da Europa

A falta de unidade política que vai resultar da possível saída do Reino Unido da União Europeia vai afetar cooperação no seio da NATO. Secretário-geral adjunto da NATO falou ao Observador.

Para Alexander Vershbow, o Reino Unido é "um dos atores chave dentro da aliança"

AFP/Getty Images

Autor
  • Catarina Falcão

O desejo de Alexander Vershbow, secretário-geral adjunto da NATO, é que o Reino Unido não saia da União Europeia, mas com a votação já a decorrer, o diplomata norte-americano deixa um aviso: a possível saída do Reino Unido vai ter impacto na segurança da Europa e na forma como os países cooperam dentro da NATO devido à falta de unidade política que se pode vir a assistir daqui para a frente.

Alexander Vershbow está em Portugal para intervir numa conferência organizada pela comissão de Defesa Nacional na Assembleia da República e falou ao Observador, afirmando que a NATO está “preocupada” com a possível saída do Reino Unido da União Europeia. “Sim, estamos preocupados que a UE, que é um parceiro forte da NATO no que diz respeito à segurança possa enfraquecer sem um Reino Unido como Estado-membro“, afirmou.

Apesar de considerar que é demasiado tarde para mudar o rumo do referendo, o diplomata norte-americano que ocupa atualmente o segundo cargo com mais relevo dentro desta organização militar — logo a seguir ao secretário-geral Jens Stoltenberg — disse ainda que o Reino Unido é “um dos atores chave dentro da aliança” e que isso não vai mudar, mas, ao mesmo tempo, “o que quer leve à falta de união na Europa e reduza a eficácia da UE pode ter ter um impacto na segurança da Europa“.

Quanto ao funcionamento da própria organização, Alexander Vershbow disse que o referendo pode não ter efeitos diretos na NATO até porque “o Reino Unido é segundo maior contribuinte militar para a Aliança”, mas se o referendo tiver como resultado a saída, “isso pode enfraquecer a solidariedade e o espírito de cooperação da NATO“.

Leia no fim de semana a entrevista na íntegra ao secretário-geral adjunto da NATO.

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