Estado da Nação

Patrões. Os sinais são contraditórios

A reposição dos salários ajuda o consumo, mas o retorno às 35 horas na função pública funciona no sentido contrário. Os patrões querem mais aposta na competitividade e na capitalização das empresas.

João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP)

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Catarina Falcão

No lado dos patrões há preocupações e alguns sinais positivos, mas acima de tudo apreensão. A falta de capital para as empresas e a incerteza no campo legislativo são os maiores focos de preocupação para o próximo ano parlamentar.

Para João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), o incentivo que o Governo deu para o consumo interno, com a reposição dos salários, tem sido positiva para combater a redução nas exportações, mas há sinais contraditórios quando se aprova uma medida como a reposição das 35 horas na função pública. “Estas alterações não são positivas. Pensamos que teria sido dado um sinal mais positivo com a baixa do IRC”, afirma o líder da CCP.

Já Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), espera que o Governo “leve a cabo as necessárias reformas, que permitam um maior crescimento e competitividade da nossa economia”. Vieira Lopes espera que as medidas apontadas pela unidade de missão para capitalização de empresas nomeada por António Costa entre agora em vigor. Entre as medidas, o presidente da CCP destaca o acerto de contas entre o Estado e as empresas privadas e ainda a neutralidade fiscal para quem recorre a capitais emprestados e capitais próprios. Mesmo a mobilização dos fundos comunitários, uma das bandeiras do Governo, “está a andar devagar”, relata o presidente da CCP ao Observador.

“Aguardamos que sejam adotadas mais medidas de capitalização e investimento nas empresas que atuam no setor de turismo e que haja mais estabilidade do quadro legal em matérias relevantes para a economia”, acrescenta Francisco Calheiros. Para o setor do comércio e dos serviços, o grau de incerteza sobre a estabilidade política do Governo tem gerado “interrogações” no setor comercial. “Pensamos que esta não será a melhor altura para mexer na legislação laboral, por exemplo. E não é claro se o Governo vai mexer ou não, até porque há partidos que apoiam o Governo na Assembleia que já mostraram essa intenção”, indica João Vieira Lopes.

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