Keow Wee Loong, um fotógrafo de 27 anos natural da Malásia, ousou entrar na zona vermelha de Fukushima. É uma região de 29 quilómetros em redor da central nuclear onde, a 12 de março de 2011, uma explosão com origem no sistema de refrigeração provocou o lançamento de material radioativo para a atmosfera. Todas as habitações próximas à central foram evacuadas: a zona vermelha havia de ficar vazia durante cinco anos, sem vivalma para testemunhar as consequências daquele acidente nuclear. Agora, um homem conseguia entrar pela primeira vez na região proibida japonesa.

De acordo com o relato que o próprio fez na página de Imgur, Loong conseguiu fugir às patrulhas policiais e às barricadas montadas na fronteira da zona vermelha, há muito fortemente protegida pelo governo japonês. Consigo levava uma máscara de gás, mas só isso: “Sentia a sensação de ardor nos meus olhos e um cheiro forte de um químico no ar”, descreve ele. Entrou nos supermercados, passeou pelas ruas na companhia de um GPS e explorou os monumentos: está tudo como que paralisado desde o sismo de 2011 que deu origem ao acidente nuclear.

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