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O nascimento da Fundação Calouste Gulbenkian esteve longe de ser pacífico. Antes, gerou um conflito entre José de Azeredo Perdigão, advogado português do magnata arménio, e o seu advogado inglês, Lord Radcliffe, no qual teve intervenção decisiva o presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar.

Aliás, Azeredo Perdigão manteve sempre Salazar ao corrente do conteúdo final do testamento de Gulbenkian, por si formulado e reformulado. Em carta que lhe foi enviada semeou um facto mais do que apelativo: a sede da Fundação seria localizada em território português, para a qual reverteria “a maior parte da sua fortuna”. O que, acrescentou, constituiria “um acontecimento de verdadeiro interesse nacional”.

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