Há que reconhecê-lo: levar aos limites um “megadesportivo”, tal como é definido pelo seu construtor, com uma relação peso/potência de 1 kg/cv (daí o seu nome One:1), e nada menos do que 1341 cv, não só não é tarefa fácil, como envolverá sempre uma dose de risco relativamente elevada. Foi o que ficou comprovado na passada segunda-feira com a Koenigsegg, no circuito de Nürburgring, quando a marca sueca efectuava uma sessão de testes e uma tentativa de estabelecer um novo recorde da pista com o One:1, um dos mais radicais, velozes e exclusivos automóveis do planeta.

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O próprio fabricante sueco emitiu um comunicado em que confirma a ocorrência do acidente, sublinhando que o piloto que seguia a bordo foi transportado para o hospital, como é obrigatório nestas situações, mas tendo alta pouco depois, não inspirando cuidados de maior. Contudo, a Koenigsegg escusou-se a adiantar uma causa para o sucedido, o que motiva já alguma especulação.

No vídeo captado pelo circuito interno de televisão da pista germânica vê-se que na curva à direita em que tudo aconteceu, no final de uma longa recta, existe um contínuo e extenso rasto de pneus. Daí haver quem afirme que se tratou de uma falha de travões, provavelmente ao nível do ABS. Certo é que, após embater violentamente nos rails de protecção, o One:1 acabou mesmo na terra, já fora da pista, ficando praticamente destruído.

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Por saber está se a unidade que protagonizou este episódio é uma das sete que a Koenigsegg fabricou do One:1 nos últimos dois anos, ou pertença da própria marca e não contando para este lote.

Recorde-se que, entre outros atributos que justificam o seu preço de 2,8 milhões de euros, o desportivo sueco conta com um motor 5,0-V8 biturbo com 1341 cv e mais de 1000 Nm de binário, anunciando uma aceleração de cerca de 20 segundos nos 0-400 km/h, e uma velocidade máxima superior a 400 km/h. E se quer saber como se constrói um Koenigsegg One:1, não perca este vídeo.

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