Nicolas Sarkozy

Sarkozy defende a proibição do burkini em toda a França

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O ex-presidente francês cimentou a sua posição como um candidato conservador às eleições presidenciais de 2017. O discurso de Sarkozy foi bastante criticado pela esquerda francesa.

Nicolas Sarkozy durante um discurso

GUILLAUME HORCAJUELO/EPA

Nicolas Sarkozy prometeu continuar a guerra ao burkini em França caso seja eleito presidente nas em 2017. Numa intervenção realizada esta quinta-feira na Provença, no sul de França, o antigo presidente (2007-2012) disse que pretende que o burkini seja banido em toda a França.

Num comício onde estavam cerca de 2.000 pessoas Sarkozy estabeleceu-se como um candidato presidencial empenhado em defender os “valores franceses”, afirma o The Guardian.

“Recuso-me a deixar que o burkini se imponha nas praias e piscinas de França… Devia haver uma lei para o banir em todo o território”, afirmou o ex-presidente, hoje com 61 anos.

“Eu vou ser o presidente que restabelece a autoridade do Estado”, afirmou Sarkozy, acrescentando que quer ser o líder que garante a segurança em “França e de todos os franceses”. O discurso de Sarkozy foi feito na Provença, um baluarte da Frente Nacional, o partido de Marine Le Pen.

Outra das promessas feitas por Sarkozy foi a de instituir o serviço militar obrigatório aos que não estejam empregados nem estejam a procurar instrução com 18 anos.

Sarkozy afirmou ainda que quer que todas as minorias e imigrantes falem francês. “Onde está a autoridade quando são as minorias que governam? Nunca tanto lhes tinha sido cedido”, declarou o candidato às presidenciais de 2017 que ressalvou que não é “fascista” estar preocupado com a segurança.

Em França são já várias as cidades que proibiram a utilização do fato-de-banho de corpo inteiro, tendo até sido aplicadas várias multas a mulheres que usavam burkinis na praia.

O governo francês mostrou-se dividido quanto à proibição desta indumentária, com Najat Vallaud-Belkacem — Ministra da Educação, Educação Superior e Pesquisa — a criticar a medida. Belkacem afirmou que depois de todos os ataques terroristas os franceses não deviam “atirar achas para a fogueira”.

Já o primeiro-ministro Manuel Valls mostrou o seu apoio aos presidentes da câmara que baniram os burkinis das suas localidades.

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