Viagens

Butão – Guia para viajar no país da felicidade

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É considerado o país mais feliz do mundo: tem apenas 800 mil habitantes e em vez de PIB guia-se pelo FIB, Felicidade Interna Bruta, um indicador instituído em 1972 e que continua a subir desde aí.

Autor
  • Catarina Serra Lopes

O Butão é um pequeno país de mosteiros no meio dos Himalaias, onde o budismo é lei, os habitantes ainda vestem o traje tradicional, trabalham na sua grande maioria na agricultura e vivem em pequenas aldeias perdidas entre montes e vales verdejantes. Um país de um misticismo único, com uma aura digna de conto de fadas.

Thimphu

Capital do Butão, Thimphu é a única cidade do país. É pequena — tem menos de 100 mil habitantes — mas já conta com alguns edifícios altos. O que não existe por ali são semáforos — há apenas um polícia sinaleiro.

Um dos ex-líbris a visitar é o Memorial Chorten, uma “stupa” construída em 1974 pelo 3º Rei do Butão. Aqui veem-se as rodas de oração, uns grandes e pesados cilindros gravados de orações que se giram no sentido dos ponteiros do relógio.

Não se deve perder também o Tashicho Dzong, sede do governo butanês desde 1952. Os “Dzongs” são antigas fortificações de caráter religioso e militar. Hoje em dia são cada vez menos militares e mais religiosas já que o Butão não tem praticamente exército.

O Buddha Point, o maior Buda sentado do mundo, é outro monumento a não perder. É uma obra impressionante, toda feita em bronze, que tem ainda uma bonita vista sobre a cidade.

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Punakha

Fica a cerca de 3 horas de viagem desde a capital, por uma estrada de curvas e contra-curvas, que mistura asfalto com terra. No caminho, passa-se pelo Dorchula Pass, a 3150 metros de altitude, onde vale a pena parar num dia de céu limpo para ver a bonita vista sobre os Himalaias. Em Punakha a atracção principal é 0 Dzong local, que é considerado o mais bonito do país. Fica à beira- rio, circundado de jacarandás, E é tão imponente como misterioso.

Datado do século XVI foi o segundo Dzong a ser construído no país – Punakha foi durante 300 anos a capital do Butão – e nele foram coroados todos os reis. Está aberto entre junho e meados de novembro das 9h às 17h. De novembro a maio fecha entre as 13h e as 15h.

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Haa

É uma das zonas mais remotas do país. Foi das últimas do Butão a ser aberta ao turismo e, mesmo assim, só 10 por cento dos visitantes resolvem incluí-la nos seus roteiros.

De Thimphu a Haa são cerca de quatro horas de viagem em que se percorrem apenas 180 km. Mas vale muito a pena. Não só pela belíssima paisagem durante toda a viagem, como pela sua autenticidade.

Haa tem dois dos templos mais antigos do país, o Lhakhang Karpo e o Lhakhang Nagpo, que, segundo dizem, foram construídos no século VII pelo rei tibetano Songsten Gampo, que chegou ao Butão com a missão de construir 108 mosteiros num dia.

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Paro

De Haa a Paro, a segunda maior povoação do país, são cerca de três horas de viagem. Mais uma vez, a deslocação é demorada: as povoações estão separadas por apenas 65 km. Tem que se subir até ao cimo da montanha e voltar a descer.

A paisagem é de cortar a respiração, na primavera é tudo muito verde, muito florido e ao longe avistam-se os picos gelados dos Himalaias, onde fica a fronteira com o Tibete. A meio caminho passa-se pelo chamado Chelila Pass a 3810 metros de altitude. Este é o ponto mais alto do país possível de alcançar por estrada. Centenas e centenas de coloridas bandeiras de oração esvoaçam ao vento. Ao longe, a cordilheira dos Himalaias. Ao fundo, o vale de Paro.

Já em Paro vale a pena visitor o Rimpong Dzong, um dos Dzongs mais importantes do país e que fica ao lado do palácio real. Vivem aqui mais de 200 monges. Em Paro fica também o Kyichu Lhakhang. Construído no séc VII, é um templo budista sagrado onde viveu exilado durante muitos anos o professor do Dalai Lama.

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O Ninho do Tigre

A grande atracção de Paro é o Ninho do Tigre, um dos mais icónicos mosteiros do Butão. Construído no século XVII numa escarpa a 300 metros de altura, foi devastado por um incêndio em 1998.

É considerado um dos 10 templos mais sagrados do mundo budista e alberga apenas monges de “alta patente”.

A subida até à cafetaria, mais ou menos a meio caminho até pode ser feita a cavalo, mas a partir daí são cerca de 700 degraus que desafiam os mais fortes e deitam ao chão os mais fracos.

O mosteiro está aberto a visitantes de outubro a março das 08h às 13h e das 14h às 17h. De abril a outubro encerra às 17h.

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Alojamento e refeições

Para obterem um visto de entrada no Butão os visitantes têm que contratar o serviço de uma agência de turismo homologada pelo governo. Há uma taxa fixa diária mínima de 200 doláres — cerca de 180 euros — por pessoa que inclui carro com motorista, guia, alojamento e refeições durante a estadia. Os hotéis e os restaurantes são escolhidos pela agência. As refeições normalmente consistem num menu de degustação de vários pratos da gastronomia local. Entre estes contam-se Ema – malaguetas com molho de queijo – caril de vegetais ou arroz encarnado.

Como ir

A melhor forma de chegar ao Butão, a partir de Lisboa, é apanhar um voo até Kathmandu, a capital do Nepal, e, a partir daí, um voo da companhia de aviação butanesa, a Druk Air, para Paro. A TAP e a British Airways têm voos a partir de 750€. De Kathmandu, o voo da Druk Air demora cerca de uma hora. Um bilhete de ida e volta fica por cerca de 300€.

Com partidas do Porto para Kathmandu voam a TAP e a Etihad com voos à volta dos 900 euros.

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