O Ministério Público Federal brasileiro pediu, esta sexta-feira, a prisão preventiva de um grupo de oito pessoas investigadas por “atos de recrutamento e promoção de organização terrorista” antes da realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no âmbito da Operação Hashtag.

Num comunicado de imprensa, as autoridades brasileiras explicam que estiveram a rastrear as redes sociais, a atividade na Internet e as mensagens enviadas entre o grupo através da aplicação Telegram, quando identificaram conversas sobre a intenção de “organizar-se para prestar apoio ao Estado Islâmico, inclusive com treinamento já em território brasileiro”. O grupo falava ainda da possibilidade de “se aproveitar o momento dos Jogos Olímpicos para a realização de ato terrorista”.

Ainda de acordo com as investigações, alguns membros do grupo “chegaram a noticiar a realização” do juramento de fidelidade exigido pelo Estado Islâmico para o acolhimento de novos membros.

A Operação Hashtag foi iniciada em julho com o objetivo de investigar a integração e promoção de brasileiros no Estado Islâmico. A operação está a cargo da mesma procuradoria responsável pela Lava Jato, em Curitiba, e já foi responsável pela detenção de alguns suspeitos do planeamento de um possível ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.