Um estudo da Comissão Europeia revela que um aumento de impostos sobre o consumo de álcool, tabaco e bebidas açucaradas pode ser solução para reduzir o número de portugueses com problemas de saúde, que tem um crescimento acentuado previsto para os próximos anos.

1,1 milhões

Em 2040, 1,1 milhões de portugueses estarão dependentes de outros por motivos de saúde.

De acordo com o relatório, elaborado pela Direção-Geral para os Assuntos Económicos e Financeiros, e que foi consultado pela TSF, nas próximas décadas haverá um crescimento de perto de 60% da população portuguesa dependente — ou seja, que tem limitações na atividade quotidiana devido a problemas de saúde.

Em números absolutos: em 2040, haverá 1,1 milhões de portugueses dependentes de terceiros por motivos de saúde. Atualmente, há 900 mil. A Comissão prevê ainda um crescimento constante desta população, apontando que, em 2060, 13,4% dos portugueses estarão dependentes por motivos de saúde.

O estudo revela ainda que Portugal vai registar, nas próximas décadas, um dos maiores crescimentos nos gastos públicos com a saúde. Até 2060, Portugal deverá aumentar essa despesa em 2,5 pontos percentuais do PIB.

Para fazer face a este crescimento, a Comissão sugere que o governo português garanta mais horas de atendimento nos centros de saúde, o que fará reduzir a procura pelos serviços dos hospitais. Além disso, sublinha o relatório citado pela TSF, Portugal pode considerar ainda “medidas complementares como o aumento dos impostos especiais de consumo sobre o tabaco, álcool, bebidas açucaradas ou ‘apertar’ as medidas de segurança na estrada”.