Um militar norte-americano da base das Lajes, de 27 anos, foi esta terça-feira detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de ter violado várias vezes uma portuguesa de 35 anos e ter tentado matá-la depois de cometer os abusos. O caso ocorreu na Ilha Terceira, na noite de Halloween, como confirmou a PJ em comunicado.

“A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Ponta Delgada, identificou e deteve um homem de 27 anos, pela presumível prática dos crimes de violação, rapto, ofensas à integridade física e homicídio na forma tentada, de que foi vitima uma senhora”, descreve o comunicado da PJ.

É ainda relatado que “os factos ocorreram na ilha Terceira, tendo o autor tirado vantagem do facto de conhecer a vítima, a quem convenceu a aceitar uma boleia no seu veículo automóvel, levando-a, contra a sua vontade, para local isolado, onde a agrediu e violou.”

Já depois disso, continua a PJ a descrever, o suspeito levou a vítima “para um outro local, junto à orla costeira, onde a voltou a sujeitar a violação, tendo-a agredido com arma branca e tentado matar por afogamento, no intuito de evitar que ela denunciasse os crimes de que foi vítima.” A PJ informou ainda que o detido iria “ser presente a primeiro interrogatório judicial, para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.”

Em declarações ao Expresso, o coordenador da PJ nos Açores, João Oliveira, revelou que as autoridades norte-americanas “mostraram disponibilidade total [para colaborar] com a PJ no caso“. João Oliveira conta que a PJ se deparou “com as dificuldades normais pelo facto de o suspeito ser um militar, mas houve uma estreita colaboração das autoridades dos EUA com a justiça portuguesa.” Isto porque, destacou o coordenador da PJ, “o crime não tem natureza militar“.