O próprio CEO da Opel, Karl-Thomas Neumann, dá o mote: “Em termos de lançamento de produto, 2017 será o ano mais activo de sempre da história da nossa empresa”. O que significa que a marca alemã dará a conhecer, durante os próximos 12 meses, nada menos do que sete novos modelos.

Um deles foi já aqui revelado pelo Observador: a nova geração do topo de gama Insignia. Maior, mas também mais elegante, mais leve e mais eficiente, o novo executivo da Opel passa a chamar-se Insignia Grand Sport na versão de cinco portas, deixa cair a variante de quatro portas e três volumes, mas continuará a contar com duas declinações em formato carrinha: a convencional, e uma outra de vocação mais polivalente – que provavelmente continuará a denominar-se Country Tourer –, e dotada de tracção integral, suspensão mais elevada e as habituais protecções de carroçaria e chassi em plástico.

Aliás, os SUV – ou CUV (Crossover Utility Vehicle), como lhes chama a Opel – serão mesmo uma das grandes apostas da marca para o futuro próximo, sendo as suas propostas neste domínio identificadas pela letra X. No ano que aí vem, na base da oferta passará a estar o substituto do actual Meriva, de seu nome Crossland X.

Partilhando a plataforma como o Citroën C3 Picasso e com o Peugeot 2008, ao abrigo da parceria estabelecida com o Grupo PSA, será produzido, tal como os seus “primos-direitos”, na fábrica da Opel em Saragoça, e juntar-se-á ao Mokka X no segmento dos utilitários de vocação mais polivalente. Segundo Karl-Thomas Neumann, o Crossland X destina-se aos que pretendem um automóvel com a aparência de um SUV, mas com um design menos masculino e um interior mais espaçoso e versátil. Contará com elementos de design provenientes do Adam, nomeadamente o pilar C.

No mesmo registo surgirá o crossover que fará uso da mesma plataforma do Peugeot 3008 e fará companhia ao monovolume de sete lugares da marca, o Zafira, na classe dos compactos. O seu nome ainda não foi revelado, mas é seguro que fará uso do sufixo X. A sua apresentação oficial está marcada para o Outono de 2017, no Salão de Frankfurt, e a produção estará a cargo da PSA, na fábrica de Sochaux.

Bastante expectativa tem sido gerada em torno do Ampera-e, o novo eléctrico da Opel, quase um gémeo do Bolt vendido pela Chevolet nos EUA, e cuja chegada ao mercado europeu está prevista para a próxima Primavera. Um dos seus grandes trunfos é a bateria de iões de lítio 60 kWh, que promete garantir uma autonomia superior a 500 km no novo ciclo NEDC, mas que em boa parte será também responsável por um preço que dificilmente ficará abaixo dos 35 mil euros.

Finalmente, a Opel antecipa que no próximo ano o novo comercial Vívaro, concebido como até aqui com base num Renault Traffic, vai elevar o patamar em termos de versatilidade e conforto de passageiros.