O BCP pretende pagar uma fatia dos 750 milhões de euros que deve ao Estado do empréstimo obrigacionista concedido em junho de 2012 até ao final do ano, disse esta quarta-feira o presidente Nuno Amado.

Estamos a trabalhar para poder pagar algo este ano. Há alterações relevantes com o tema Itália e o tema Brexit“, atirou o responsável, depois de confrontado pelos jornalistas com a intenção que tinha anunciado no início do ano de pagar a totalidade dos instrumentos de capital contingente (as chamadas ‘CoCo bonds’, dívida que pode ser transformada em ações em determinadas circunstâncias) em 2016.

Mantemos a intenção de pagar a totalidade dos CoCo antes do previsto [a data limite é junho de 2017]“, acrescentou Nuno Amado, durante a conferência de imprensa de apresentação das contas relativas aos primeiros nove meses do ano.

Em junho de 2012, através da compra pelo Estado de instrumentos de capital contingente (as chamadas ‘CoCo bonds’, dívida que pode ser transformada em ações em determinadas circunstâncias), o BCP recebeu 3.000 milhões de euros que serviram para se recapitalizar.

Até ao momento, o banco pagou 2.250 milhões de euros, faltando-lhe reembolsar 750 milhões. É esse valor que em fevereiro o presidente do banco disse querer pagar este ano. Pelo empréstimo obrigacionista concedido em 2012, o Estado cobra juros que de momento rondam os 10%.