O secretário-geral da CGTP-IN insistiu esta quarta-feira no aumento para 600 euros do salário mínimo nacional no início de 2017, adiando um comentário sobre a necessidade de um acordo de concentração social para além do termo da legislatura.

“Mais do que falar sobre a proposta, nós queremos conhecer os conteúdos da proposta e, a partir dos conteúdos, iremos pronunciar-nos”, disse o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, quando questionado sobre o anúncio feito na terça-feira pelo Presidente da República de que pretende receber na próxima semana os parceiros sociais para debater a necessidade de um acordo de concertação social que inclua, entre outros pontos, o salário mínimo nacional.

Sublinhando que a CGTP apenas sabe da intenção do chefe de Estado pela comunicação social e que a central sindical ainda não foi “convocada”, Arménio Carlos recordou que já é pública a posição que por si é defendida.

“A nossa opinião todos sabem: o salário mínimo nacional deve passar para os 600 euros no início do próximo ano”, disse Arménio Carlos, que falava aos jornalistas no final de um encontro com o presidente do PSD, na sede da CGTP-IN, em Lisboa.

A partir daqui, acrescentou, a CGTP vai “ouvir e ver e ler” aquilo que é apresentado e depois, então, irá pronunciar-se.

Na terça-feira, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que a questão do salário mínimo nacional “deveria fazer parte de um pacote de um acordo de concertação social”.

“Era bom que houvesse em Portugal um acordo, por exemplo, até 2020, isto é, para além do termo da legislatura. Vamos ver se é possível”, afirmou, anunciando que espera debater na próxima semana com os parceiros sociais um acordo de concertação social que inclua, além do salário mínimo nacional, pontos como a lei do trabalho, a lei fiscal e a competitividade.