A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, acusou esta sexta-feira o Governo de paralisar o setor agrícola, argumentando que não há aprovações novas de fundos comunitários nem reembolsos dos projetos já existentes, o que é dramático para os agricultores.

“Os fundos comunitários estão parados, não há aprovações novas de fundos comunitários e não há reembolsos das despesas que as pessoas vão fazendo na execução dos seus projetos, o que é dramático, porque os agricultores avançam com o seu dinheiro e ficam muitos meses à espera dos reembolsos”, afirmou Assunção Cristas.

Numa visita à Feira Nacional do Cavalo, na Golegã, a ex-ministra da Agricultura do anterior Governo afirmou que “mais uma vez” o PS fica “com uma fotografia muito feia em matéria de agricultura, o que é pena porque o setor estava motivado, mobilizado, cheio de vontade de ir para a frente, em investir bem, em inovar”.

“Certamente que continuará todo esse esforço e empenho, mas sem a ajuda do Governo e dos fundos comunitários, o que é muito mais difícil”, declarou.

Assunção Cristas chegou a cavalo ao Largo do Arneiro, trajando à amazona portuguesa, acompanhada por Veiga Maltez, antigo presidente da Câmara da Golegã em quatro mandatos, independente eleito pelo PS, e presidente da Assembleia Municipal, por um movimento independente.

A líder centrista esteve acompanhada também pelo coordenador autárquico, Domingos Doutel, e pela deputada eleita por Santarém Patrícia Fonseca.

A presidente do CDS recusou pronunciar-se sobre outros assuntos da atualidade, como as questões em torno da administração da Caixa Geral de Depósitos, para se concentrar nos temas do mundo rural.

“Tenho vindo todos os anos à Golegã e certamente este ano não deixaria de vir, para dar uma volta, para estar com as pessoas que trabalham todos os dias pelo mundo rural, todos os dias pelo cavalo, que é um dos maravilhosos produtos que o nosso país tem e que tanto pode ser embaixador de Portugal”, afirmou.

“O país tem de ser feito de tudo um pouco, não é só de ‘startups’ tecnológicas, também de tradições, daquilo que corresponde à nossa identidade. O mundo rural representa muito bem essas tradições e pode ajudar a que elas sejam cada vez mais fonte de riqueza para o país”, reforçou.

Questionada sobre uma reunião que teve com o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes, avançada pelo Observador, Cristas recusou revelar o conteúdo do encontro, cuja realização confirmou ter acontecido na quarta-feira.