Barack Obama afirmou, esta terça-feira, que vai aproveitar a sua viagem à Europa, esta semana, para garantir o “compromisso” de Donald Trump com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO). “Na minha conversa com o Presidente eleito, ele expressou o seu grande interesse em manter as nossas principais relações estratégicas e uma das mensagens que poderei entregar é o seu compromisso com a NATO e com a aliança transatlântica”, afirmou, na Casa Branca, na primeira conferência de imprensa após as eleições americanas.

Obama disse acreditar que uma boa relação entre o país e a organização são “boas para os Estados Unidos e vitais para o mundo”.

Não há enfraquecimento da determinação quando se trata do compromisso dos Estados Unidos em manter uma relação sólida e robusta com a NATO e o reconhecimento de que essas alianças não são apenas boas para a Europa, são boas para os Estados Unidos e vitais para a mundo”, assegurou.

Questionado sobre a preocupação que os líderes mundiais têm manifestado sobre a eleição de Trump, Obama destacou que um Presidente é um “porta-voz da nação”, mas não é a única pessoa a afetar a política externa do país. “A influência e o trabalho que temos é o resultado não apenas do Presidente. É o resultado de incontáveis interações e acordos e relações entre as nossas Forças Armadas e as outras Forças Armadas e entre os nossos diplomatas e outros diplomatas. Há uma enorme continuidade por detrás das notícias que nos tornam uma nação indispensável no que diz respeito a manter a ordem e promover a prosperidade ao redor do mundo. Isto vai continuar”, relatou.

Obama revelou que tem “preocupações” com a Presidência de Trump, não pelo carácter “ideológico” do republicano, mas sim pelo seu “pragmatismo”, que pode “servi-lo bem, desde que tenha boas pessoas ao seu redor e um claro sentido de direção”. Para Obama, “este gabinete [ou governo] tem uma maneira de nos despertar. Estas posições e predisposições não combinam com a realidade, e ele [Trump] vai sentir o abanão muito rápido porque a realidade tem uma maneira de se auto-afirmar.”

O democrata prometeu uma “transição suave” a partir de um Governo que vai terminar “mais forte” do que começou, há oito anos. “Os americanos vão julgar no decorrer dos próximos tempos se gostam do que veem”, previu.

Para Obama, os democratas perderam as eleições porque não conseguir fazer as pessoas ouvirem “as ideias” dos democratas “em todo o lado” e defendeu o surgimento de “novas vozes” no cenário político do país.